quinta-feira, 18 de julho de 2013

Dance pela vida!

Há muito tempo, dançar deixou de ser visto apenas como um prazer, e especialistas já comprovam a sua utilidade no tratamento de doenças físicas e psíquicas.

Trechos do texto de Jessie Panegassi.

  • Dance para se encontrar! Pessoas com depressão, ou que buscam o autoconhecimento em geral, podem encontrar muitas respostas nos próprios movimentos, pois a dança permite a expressão daquilo que se sente. Retratar com corpo o que o professor está falando, ou tocar nos outros integrantes enquanto realizam os passos, são alguns dos métodos que as diferentes técnicas utilizam. Além disso, "a dança, por ser aeróbica, produz endorfinas que interferem bastante no humor, na disposição, e no sono", esclarece a psicanalista Blenda. Na biodanza, técnica idealizada pelo psicólogo argentino Rolando Toro, o som é fundamental. Para reproduzir as diversas mudanças de lugares, pessoas e comportamentos diante da sociedade, as músicas também vão se alterando no decorrer da aula. "Por meio da música e do movimento humano, ativam-se alguns processos que ajudam na regulação global, diminuindo o estresse", afirma Maria Angelina Pereira, diretora e coordenadora da Escola Paulista de Biodanza (SP). Ela explica que, nessa técnica, o corpo se comunica pelo olhar, sorriso e toque. O intuito é resgatar uma atitude da vida mais serena e reabilitar a digestão e respiração, a partir do momento que se deixa a tensão. Todos podem praticar a biodanza, e mesmo quem tem alguma patologia que afete a mobilidade pode se beneficiar dessa metodologia. Segundo a especialista, a prática potencializa o que a pessoa tem de bom, e não as doenças.


  • Bom para a memória! A necessidade de decorar passos e sequências, ou apenas o fato de fazer um tipo diferente de movimento com o corpo, faz com que o cérebro também se comporte de outra forma. "Quando se experimenta algo novo, uma habilidade nova, ou até mesmo resgatasse um antigo hábito, o cérebro é obrigado a fazer novas configurações que acabam colocando mais uma de suas áreas em ação", ensina a especialista Blenda. Misturando exercícios do balé clássico, pilates e ioga, os alunos da turma de Power Spirit da bailarina Betina Guelmann (RJ) treinam a memória, lateralidade, ritmo e noção de espaço mediante os movimentos repetidos. A dança de salão, que normalmente oferece aulas específicas para determinadas faixas etárias, também é uma boa opção para quem quer manter o cérebro e o corpo em forma.


  • Melhore o convívio social! A capacidade de criar vínculos com outras pessoas, ampliar as amizades e "dançar conforme a música" nas circunstâncias da vida cotidiana é muito trabalhada na biodança. Nesse modelo, o conjunto de movimentos é visto como um sistema de integração humana, renovação orgânica e reeducação afetiva. "A biodanza é dividida em cinco linhas: vitalidade, sexualidade, criatividade, afetividade e transcendência", afirma a especialista Maria Angelina. Tendo essas linhas como pilares, os movimentos inspirados na fluidez do tai chi chuan podem ser realizados sozinhos, em duplas ou trios, e em unidade com todo o grupo. Na dançaterapia, o convívio social também é trabalhado através de movimentos de livre expressão. O uso de jogos corporais é indicado, pois eles promovem a desinibição, além do contato com o outro e com o grupo. Essa estratégia inclui também o professor que, comandando as atividades, estimula os alunos a "encenar" conflitos da própria vida. com a participação de todos ou apenas para eles mesmos. Trata-se da chamada coreografia induzida.



       Fonte: Revista Viva Saúde


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